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Madeiras Naturais
A Madeira no decorrer da História:
Os primatas, nossos antecessores utilizavam-se das árvores como
moradia. Estas os abrigavam o suficiente, porém as grutas ou as
moradas construídas (tocas, cabanas,...) se tornaram mais eficientes
para os moradores. Nestes tempos a madeira já era utilizada como
material de construção. Pilares e vigas foram descobertos na
pré-história em várias civilizações, antes do fogo.
Não podemos falar do uso da madeira sem especificar cada
civilização. Cada clima, terreno, cataclismos determinavam um método
diferente no uso da madeira. O ser humano viu neste elemento uma
fonte de intermináveis aptidões. A madeira flutua, portanto os
primeiros barcos surgiram dela e se aprimoraram com o tempo. É fácil
de trabalhar, logo utensílios domésticos, ou de trabalho, móveis, e
esculturas, ... Cada local com os seus tipos de árvores, adaptou
suas necessidades ao que lhe era disponível. A madeira era utilizada
pura ou combinada com outros elementos como o barro, a palha, a
pedra, o ferro...
Algumas civilizações onde o uso da madeira na arquitetura se
destacou de formas diferentes:
O Extremo Oriente, com uma arquitetura leve e que é feita para
suportar os terremotos freqüentes, portanto é feita de encaixes
frágeis mas resistentes. Já a arquitetura Norueguesa é caracterizada
pela largura das paredes capazes de isolar o frio, uma macividade na
construção, bem diferente da Oriental, porém muito interessante o
diferente tipo de uso.
História da Madeira no Brasil:
Antes da chegada dos colonizadores portugueses as terras Brasileiras
estavam totalmente cobertas por florestas e matas (praticamente
virgens). Os únicos homens que habitavam esta área eram os Índios.
Estes usufruíam o espaço de uma forma muito diferente da Européia. A
derrubada de árvores, por exemplo, se dava em escala muito pequena,
e em áreas pequenas. Apenas o espaço suficiente para montar uma
aldeia e cultivar a terra. A madeira extraída era utilizada nas
edificações e nas fabricações dos meios de transportes. A enorme
variedade de espécies "arbóreas" permitia inúmeros usos: tinta,
canoas, vigas, pilares, armas de caça, instrumentos musicais,
instrumentos de trabalho...
Com a chegada dos Portugueses, a extração da madeira se tornou uma
atividade econômica altamente rentável (já que no início a colônia
não descobriu as riquezas minerais do Brasil) - (a madeira se tornou
o principal produto de exportação). Além do valor econômico da
madeira a nova população utilizava-se dela para elevar suas cidades
e construir seus meios de transportes.
A arquitetura inicial era basicamente feita com madeira, utilizando
as técnicas indígenas locais.
Como os índios (muitos deles) foram escravizados, pode-se
compreender o porque de tanta miscigenação arquitetônica no período
colonial. Pois as formas eram praticamente européias, porém as
técnicas construtivas em madeira, e o vasto conhecimento das
possibilidades desta, era indígena. A colônia inseriu seus
utensílios de trabalho, suas crenças, seus formatos de cidades, mas
manteve o material e as técnicas locais. Os carros de boi, carroças,
barcos maiores, casas maiores... utensílios domésticos ferramentas e
armas eram elaborados de acordo com os europeus.
Com o tempo, a extração da madeira, além de servir como produto de
exportação, servia como matéria prima para a produção de energia, o
que fez com que a devastação fosse bem mais acentuada. A madeira
deixou por um bom tempo de ser utilizada nas construções para ser
queimada nas embarcações que passavam pelo litoral brasileiro. Na
arquitetura ficou rebaixada à estrutura, e as casas tendo o adobe e
a taipa, como revestimento.
Como pôde-se ver a madeira esteve sempre muito relacionada com a
colonização tanto que o nome do país se deu por causa da madeira que
produzia os pigmentos vermelhos exportados para o mundo, o
Pau-Brasil.
Tipos e Usos da Madeira:
» Aplicações
» Características
» Ocorr�ncia
» Densidades
LÂMINAS
Lâminas Naturais:
Além de madeiras naturais, um diferencial no revestimento de
Aglomerado, MDF ou Compensado pode ser as lâminas naturais ou
pré-compostas.
As vantagens do uso da lâmina natural são os desenhos e a textura
natural de cada espécie vegetal, com suas nuances que só a natureza
oferece.
O marceneiro pode encontrar opções do produto tingido, o que
significa ter a lâmina na cor desejada, com seus desenhos naturais
preservados. As medidas das lâminas variam de acordo com a madeira
escolhida: a largura fica entre 20 e 70 cm; o comprimento a partir
de 2,6 m.
Podem-se criar lâminas mais largas com um processo de emenda de duas
peças.
Lâminas Pré-Compostas:
Outra boa opção para a marcenaria é a lâmina pré-composta, que
utiliza madeira reflorestada.
Seu processo de fabricação é diferente, pois a matéria-prima é
fatiada em lâminas finas, que são prensadas e novamente cortadas.
Esse processo cria um desenho chamado linheiro, que possui traços
paralelos. Quando esse bloco é novamente prensado e cortado em outro
ângulo, o traçado se modifica: é a lâmina catedral. O processo pode
ainda ser repetido várias vezes, o que possibilita uma variação de
padrões praticamente infinita. No quarto corte, por exemplo, o
desenho cria a lâmina rádica.
Para a marcenaria economizar tempo, há a opção de comprar painéis já
revestidos, como MDF, OSB, aglomerado e compensado com o padrão da
lâmina escolhida. Eles podem ser ainda esquadrejados e bordados.
Cuidados com a Lâmina Pré-Composta:
Armazenagem:
* Umidade: O local deve ser ameno. Nem muito calor, nem muito frio;
* Luz: O ideal é que a lâmina fique em área escura e protegida por
lona preta;
Colagem a frio (com colas vinílicas ou similares):
* Espalhar a cola de maneira uniforme;
* Deixar a parte áspera em contato com o painel;
* A quantidade ideal é de 120 a 150 g/m2.
Colagem a quente (com colas termofusíveis, uréicas ou similares):
* Temperatura entre 80 a 90ºC;
* Durante quatro ou cinco minutos;
* Esperar que o painel esfrie antes de empilhar.
Elaine Guedes
Engenheira Qu�mica
elaine.guedes@akzonobel-ti.com.br
Fonte :www.akzonobel-ti.com.br/representantes/